FUNDAÇÃO LAURO CAMPOS E PSOL DEBATERAM RACIOSMO INSTITUCIONAL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fundação Lauro Campos e PSOL debateram racismo institucional no Brasil Na noite desta sexta-feira (6), o auditório do hotel Sheraton da Bahia, localizado no Campo Grande, centro da capital baiana, contempou lideranças e militantes do movimento negro baiano e nacional com o debate promovido pela Fundação Lauro Campos em parceria com o PSOL sobre "Cidades Negras: racismo, territorialidades e identidades no contexto urbano". O advogado e professor universitário, Samuel Vida, lembrou das Leis Municipais de Salvador que proíbiam a saída dos blocos carnavalescos afros. Vida explicou que esse cenário de perseguição interferiu no nome do bloco “filhos de gandhy” que substituiu “ filhos de oxalá” devido o preconceito com a cultura africana. De acordo com o pesquisador, esse quadro só foi revertido após muita luta das instituições do movimento negro. “Falar de racismo institucional é tentar entender como esses mecanismos operam de formas distintas e com várias roupagens. Podendo ocorrer, inclusive, em espaços governados e administrados por pessoas negras”, pontuou. Segundo Vida, presenciamos uma depreciação das tradições culturais de origem africana e temos na sociedade brasileira a inferiorizarão da população negra como marca segregadora. “ Essa dificuldade não é apenas interpretativa mas, também, de empoderamento. O genocídio não se concretiza apenas com o gatilho do policial. A política genocida começa muito antes através de um processo social que o legitima”, frisou o Ogã do Terreiro do Cobre e liderança do PSOL baiano. A militante do Partido Socialismo e Liberdade e professora substituta da UESF, Linesseh Ramos, ressaltou a importância da discussão sobre o significado da política de guerra às drogas às mulheres negras do país. Linessh esclareceu que a repressão aos usuários de maconha coincidiu com o período da Lei Áurea e a libertação dos escravos. De acordo a professa universitária, o cigarro de maconha era conhecido como “cigarro de macumba”. “ O Brasil é o 5 ° país que mais encarcera as mulheres negras. O empoderamento das mulheres negras é fundamental à luta democrática. O racismo atua no sentido de manter a faxina étnica . Não existe socialismo e liberdade se não tivermos o fim do racismo”, salientou Linesseh. O pré-candidato a prefeito de Salvador pelo PSOL, Fábio Nogueira, fez a mediação do evento e aproveitou a oportunidade para lembrar da ideia existente na sociedade brasileira de que os brancos pensam as políticas e os negros devem implementá-las. “ Percebemos ainda a presença do racismo na concepção de que nós negros somos vistos como incapazes de produzir e elaborar as políticas públicas”, frisou Nogueira, militante do Círculo Palmarino, instituição do movimento negro nacional, mestre pela Universidade Federal Fluminense onde pesquisou sobre “ O Pensamento do Intelectual Negro Clóvis Moura” e doutor em Sociologia pela USP onde defendeu a tese “Intelectuais da Raça de Cor, Nacionalismo e Afrocubanismo (1912-1945)”.

 

ASCOM PSOL BA Equipe de Comunicação

 

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